blog caliente.

27.8.08

Afinal não é um teorema, é só ele a fazer analogias

É só ele a fazer analogias e lá à maneira dele.
Digamos que, nesta nova abordagem que faz ao tema, Rui Cartaxana assume o papel do menino mimado que, perante os reparos de pessoas bondosas (ó homem, olhe que meteu a pata na poça, você não tem razão nenhuma, já viu o disparate pegado que isso é?, já imaginou a quantidade de tipos que iam querer treinar o triplo salto com o Nélson Évora, de maneira a poderem levar uma pantufada a cerca de 17 metros da grande-área para depois irem aterrar lá dentro?), amua e afirma, carrancudo: "Não me interessa nada. É a minha opinião!".
Neste novo artigo, Rui Cartaxana utiliza palavras como "primatas" e "mentecaptos" para classificar os que dele discordaram insultando-o. Acho bem. Eu, como não o insultei - muito embora eu seja, de facto, um primata - acredito que o articulista se referirá a alguns comentários que terá lido no Record e não à minha humilde e pedagógica pessoa. É, aliás, apenas nessa crença que persisto (pela última vez) em contribuir para a iluminação possível de Cartaxana, neste particular assunto.
Vai daí, fui aqui. É onde estão as leis do jogo, actualizadas e com recomendações. As tais recomendações. Li, e deparei com isto, que é exactamente onde se trata daquilo que o nosso persistente analogista acredita - pelos vistos ainda hoje, o que nos remete para o pathos - ter lido bem, interpretado melhor, e adaptado ainda mais excelentemente numa qualquer concavidade do seu encéfalo. Tudo isto antes de sentenciar (aquilo que ele pespega no parágrafo final da sua obra de hoje) que apenas um atrasado mental não vê a luz que emite a sua candeia apagada.
De facto, o parágrafo final de Rui Cartaxana está confusote, de tal forma que, à primeira leitura, me pareceu que o homem se auto-flagelava. Mas depois percebi: aquilo só está mal escrito, deve ter sido feito à pressa e em momento de alguma irritação, afinal percebe-se o que ele quer dizer, que é mesmo só chamar atrasados mentais aos infiéis.
Eu ponho aqui, para vos poupar tempo, o que diz lá no articulado da FIFA.
Holding an opponent
Holding an opponent includes the act of preventing him from moving
past or around using the hands, the arms or the body.
Referees are reminded to make an early intervention and to deal fi rmly
with holding offences especially inside the penalty area at corner kicks
and free kicks.
To deal with these situations:
• the referee must warn any player holding an opponent before the
ball is in play
• caution the player if the holding continues before the ball is in
play
• award a direct free kick or penalty kick and caution the player if it
happens once the ball is in play
If a defender starts holding an attacker outside the penalty area and
continues holding him inside the penalty area, the referee must award
a penalty kick.
Disciplinary sanctions
• A caution for unsporting behaviour must be issued when a player
holds an opponent to prevent him gaining possession of the ball
or taking up an advantageous position
• A player must be sent off if he denies an obvious goal-scoring
opportunity by holding an opponent
• No further disciplinary action must be taken in other situations of
holding an opponent
Restart of play
• Direct free kick from the position where the offence occurred
(see Law 13 – Position of Free Kick) or a penalty kick if the offence
occurred inside the penalty area.
O que está a mais escuro é onde se refere a tal recomendação. Aquela que Rui Cartaxana pensa ser susceptível das analogias que ele quiser, bastando para isso que elas lhe venham à tola.
Eu penso poder contribuir para uma mais adequada compreensão do que está ali escrito por parte do ázimo escriba do Record. Peço perdão pela imodéstia.
Talvez ele tenha alguma dificuldade em perceber que "hold" é "agarrar", "segurar" (como em "hold my hand and I kiss you, tomorrow I miss you..." ou, mesmo, em "hold on your horses"), pode ser outra coisa qualquer que mais alguém se lembre, mas não é, seguramente, "rasteirar", "enfiar uma panada", "empurrar", "estraçalhar", "sodomizar", etc.
Mas dificuldade como? Pois se está ali tão claro!...
Na vida, quase tudo tem uma explicação. Pode ser que eu tenha descoberto, finalmente, a razão (ou, ao menos, uma delas) de ter Rui Cartaxana andado, neste caso, a deslizar do pífio para o valha-lhe Deus. Provavelmente traduziu o texto da FIFA no Google. Se foi isso que ele fez, o que leu foi isto:
Segurar um adversário
Segurando um adversário inclui o ato de movimento o impeça de passado ou seja, cerca de usar as mãos, os braços ou o corpo. Árbitros se lembrou de fazer uma intervenção precoce e para lidar firmly a exploração infracções especialmente dentro da área a pena canto chutes livres e chutes. Para lidar com estas situações:
• o árbitro deverá advertir qualquer jogador titular de um adversário antes de a bola está em jogo
• precaução, o jogador se continua a exploração antes de a bola está no campo brincar
• adjudicação de um pontapé livre directo ou pena kick e prudência, o jogador se ele acontece quando a bola está em jogo Se um defensor exploração inicia um atacante fora da área e de sanção ele continua exploração dentro da zona penalidade, o árbitro deverá adjudicar um pontapé penalidade.
Sanções disciplinares
• Uma cautela para unsporting comportamento deve ser emitido quando um jogador detém um adversário para evitar que ele ganha a posse de bola ou a ocupar uma posição vantajosa
• Um jogador deve ser enviado ao largo se ele nega uma evidente objetivo de pontuar oportunidade, segurando um adversário
• Não existem quaisquer outras medidas disciplinares devem ser tomadas em outras situações de organizando um adversário
Reinicie de jogo
• pontapé livre directo a partir da posição onde o crime ocorreu (cf. Lei 13 - posição do Free Kick) ou um pontapé penalidade se a infracção ocorreram no interior da área pena.
Creio que o reputado cronista pode (ou seja, eu só afirmo aqui uma possibilidade - e, já agora, uma autorização) tender a basear análises e analogias - e, quem sabe, outras coisas - em documentos deste jaez, o que é bem triste, a ser o caso. E relativamente desengraçado.

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