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8.10.06

Bom, isto tem de ser dito

Há muitos desportos e quase nenhum é apaneleirado. Excepto três, e é quase só em Portugal. Ou quatro, vá, mas esse é o basquetebol e é um bocadinho apanascado no mundo inteiro.

O ténis é bom, mas em Portugal não é. Os tenistas portugueses estão convencidos que estão a disputar um desporto de elite e, lá está, quando os portugueses se convencem disso azeitam tudo.
O ténis, nos outros países, é jogado por filhos de emigrantes, como é o caso do Agassi nos Estados Unidos, ou por gajos que são umas bestas incomensuráveis, como é o caso do Federer e do Safin, ou por supostas minorias étnicas, como é o caso das manas Williams, ou por ex-jugoslavas à beira de serem assassinadas por canivetes pequenos, como sucedeu à Selles, ou por checos e suecos sorumbáticos, como aconteceu serem Lendl e a brigada nórdica inteira (de Borg a Edberg, passando por Willander), ou por alemães que gostam de morenas escuras, como o Boris. Há, evidentemente, os espanhóis, essa corja de Nadais, mas esses são apenas macaquinhos que fazem bem o trabalho de casa e ganham de vez em quando, como acontece sempre aos espanhóis; que, aliás, é por isso que mantêm Ceuta e Tânger, lá isso, honra lhes seja feita, "por S. Fernando", mas não conseguem, por exemplo, registar nenhum castelhano em Gibraltar sem uma data de burocracias. Gibraltar é o pescoço da Espanha, caso não saibam de geografias.
Em Portugal, pelo contrário, o ténis é jogado apenas por quem não tem jeito para o futebol. Excepto o Pedro Cordeiro, que até tinha algum. Uma vez jogámos contra ele e os amigos, nós éramos a equipa C1 do Hospital de Gaia e ele era um entre os amigos dele que nos disseram "bora lá". Ganhámos. Foi no pavilhão da União de Bancos. Quem vai para Avintes, à direita.
Ora, por definição, quem não tem jeito para o futebol, não tem jeito para mais nada. Basta ver o jeito para a bola que o Schumacher tem para se perceber que o Alonso está feito ao "boche".

A esgrima, essa arte de andar à espadeirada fina, esmoreceu-se. Agora é um desporto apaneleirado por excelência. Tudo aquilo se passa mais ou menos em segredo. Andam ali dois tipos de capacete e de fatinho a brincar às estocadas, mas toda a gente percebe, desde o grito de "en guarde", que a ponta da arma é muito frouxa e mole. E dão gritinhos. É uma espécie de hóquei em patins, porque no hóquei também só se percebe que é golo quando os gajos festejam, a bola vê-se mal, é quase como a ponta do florete. Ou do sabre. Ou da espadinha. Que maricas.

O outro desporto maricas é o rugby. Em Portugal, ser jogador de rugby implica não andar nas obras. Qualquer jogador de rugby português é licenciado numa merda qualquer, seja medicina, direito, agronomia ou gestão de património. Acho que os gajos com outros cursos ainda só jogam a suplentes, mesmo nisto.
Seja como for, o rugby é um desporto que não é maricas. Eu sei que comecei por dizer o contrário disto, mas alerto para o facto de eu nem sempre fazer questão de manter o que digo. Neste caso não faço.

Do basquetebol nem falo. Não é bem, aliás, um desporto maricas. É um desporto para fantasmas, para massas incorpóreas. Para tipos estranhos e bizarros. Para tonhos.
Basta que não se pode tocar em ninguém que não seja logo falta.
Para isso, joguem golfe. Ou voleibol. Ou à bisca.

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